A Canção de Yakbet-Yon-Yokbar, o Elfo Maligno

novembro 16, 2013 at 4:55 am 6 comentários

Oi, pessoal. O que tenho feito literariamente nos últimos tempos?
Bem, tem sido uma época uma pouca estranha mas bem excitante nessa área.

Ajudei uma parente a redigir um artigo acadêmico. No fim, o texto, que deveria ter pelo menos dez páginas, terminou com trinta. Agora vamos esperar o veredito do professor dela.

Também fiz quatro poesias, uma delas em Inglês, para que eu e um amigo, que é cantor, púdessemos transformá-las em letras de músicas. É uma forma um pouco diferente de trabalhar literatura (inclusive a Poesia), mas o resultado está me agradando. A música em Inglês, por exemplo, modéstia a parte, agradou-me muito o resultado.

Com essas atividades descritas nos dois parágrafos acima, um outro projeto literário em que tenho trabalho nos últimos dois ou três meses ficou um pouquinho parado, mas espero retomá-lo ainda este fim de semana.

Como alguns talvez já saibam, estou organizando um fanzine, em homenagem a amiga Thina Curtis (grande lutadora pela causa dos fanzines). Consegui algumas contribuições bem valiosas (na forma de textos de ficção, artigos e poesias) de alguns amigos internéticos e espero lancá-lo, de forma eletrônica, no fim deste mês.

Quanto ao texto desta semana, trata-se de uma pequena conseqüência de eu estar compondo músicas. Eu imaginei-a como uma canção de algum mundo de Fantasia.

O nome do elfo que uso nessa canção está guardado no meu arquivo de textos em desenvolvimento deste 2003. Para este personagem imaginei uma história que considero interessante de contar, mas que ainda não pude redigir (envolvendo elfos e anjos). Enquanto esta história não vem, deixo YAKBET-YON-YOKBAR aparecer nessa canção.

Para os leitores mais detalhistas, Sir Accolon da Gália é um dos cavaleiros que aparece no ciclo de lendas arturianas, embora, eu aqui me aproprio do nome e uso-o para compor um personagem totalmente diferente do Accolon das histórias do Rei Arthur.

Boa leitura, pessoal. Comentários serão bem-vindos.

Beijos
Rita

A CANÇÃO DE YAKBET-YON-YOKBAR, O ELFO MALIGNO
(Também conhecida como “A Canção do Duende”)
Por Rita Maria Felix da Silva

Das memórias de Sir Accolon da Gália:

“Agora confinado a este leito, padecendo por terrível ferida de batalha, e já ouvindo o aproximar da Donzela Sombria, que breve chegará em corcel trevoso e de olhos flamejantes, brandindo a foice com a qual toma a vida de todos, de camponeses a reis, eu, Sir Accolon da Gália, relembro o momento em que, voltando de uma desafortunada luta contra bárbaros do Norte, espreitei, por trás de uma grande rocha, a figura demoníaca de Yakbet-Yon-Yokbar, esse duende de mau coração do qual se contam tantas lendas. Estava ele de pé sobre um arranjo de muitos crânios, apoiados sobre um chão de pedra. Aquele elfo funesto segurava um cajado que me pareceu feito de osso e dançava sobre os crânios e cantava a canção sombria que aqui transcrevo…”.

Assim é o mundo que você conhece
Então, conte uma piada ou faça uma prece

Quer mesmo entendê-lo?
Quebre a sanidade, o mais frágil selo

Olhe com atenção,
Os olhos não desvie não:

Grandes mestres, grandes poderes,
Sábios magos e mágicos seres

Senhores do escuro, do puro e do impuro
Lordes da luz, servos do brilho que seduz

Discípulos das trevas e da noite
Todos fujam rápido do seu açoite

Cavaleiros da alegria e da agonia
Heróis grandiosos e donos da luz do dia

Curve seu ouvido, escute sem medo!
Saiba agora um grande segredo

Mas escute com cautela,
E não vá cair na esparrela,

Esta verdade você tem de guardar
Nem para sua mãe poderá contar

Mas se este segredo você revelar
Um grande poder irá te castigar

Não há bem e mal em feroz disputa
Nem cavaleiro e bruxa em terrível luta

Isso aqui vale para toda a gente:
Tudo é truque barato, enganação da mente!

Isso você precisa compreender
O outro é o outro, mas é também você

Escute, escute de verdade
Escute, escute sem vaidade

Aprenda agora, e aprenda sem dó:
Todas as coisas são uma coisa só (10x)

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Morton A FUGA DE GAREN ORDONAX

6 Comentários Add your own

  • 1. carlosrelva  |  novembro 19, 2013 às 3:41 am

    Muito bom, Rita! Pela canção penso num elfo maligno, mas também divertido. Daqueles que conseguem entreter as pessoas por um tempo, mas que a piada final só ele acha graça. Essa canção parece uma invocação. Como não sei se você está sendo arteira com um duende, e por causa do horário, achei por bem não repetir 10x a última parte. 🙂

    Responder
    • 2. José Joaquín  |  novembro 24, 2013 às 4:41 pm

      I’m agree.

      Responder
  • 3. Luiz H.  |  novembro 19, 2013 às 3:44 am

    Interessante e provavelmente sábio. É sempre visto como maligno aquele que, diante dos fanáticos e maniqueístas, nega a eles o direito de atribuir malignidade a seus inimigos mais que a si próprios.

    Responder
  • 4. Clinton  |  novembro 22, 2013 às 4:30 am

    Oba! Deixar registrado aqui que pedi a canção de presente para usar no meu livro Vellanda. 😉

    Responder
  • 5. Fábio Gafa Paro Suguiyama  |  novembro 22, 2013 às 5:37 am

    A CANÇÃO DE YAKBET-YON-YOKBAR, O ELFO MALIGNO

    (Também conhecida como “A Canção do Duende”)

    Por Rita Maria Felix da Silva

    Das memórias de Sir Accolon da Gália:

    “Agora confinado a este leito, padecendo por terrível ferida de batalha, e já ouvindo o aproximar da Donzela Sombria, que breve chegará em corcel trevoso e de olhos flamejantes, brandindo a foice com a qual toma a vida de todos, de camponeses a reis, eu, Sir Accolon da Gália, relembro o momento em que, voltando de uma desafortunada luta contra bárbaros do Norte, espreitei, por trás de uma grande rocha, a figura demoníaca de Yakbet-Yon-Yokbar, esse duende de mau coração do qual se contam tantas lendas. Estava ele de pé sobre um arranjo de muitos crânios, apoiados sobre um chão de pedra. Aquele elfo funesto segurava um cajado que me pareceu feito de osso e dançava sobre os crânios e cantava a canção sombria que aqui transcrevo…”.

    Assim é o mundo que você conhece
    Então, conte uma piada ou faça uma prece

    Quer mesmo entendê-lo?
    Quebre a sanidade, o mais frágil selo

    Olhe com atenção,
    Os olhos não desvie não:

    Grandes mestres, grandes poderes,
    Sábios magos e mágicos seres

    Senhores do escuro, do puro e do impuro
    Lordes da luz, servos do brilho que seduz

    Discípulos das trevas e da noite
    Todos fujam rápido do seu açoite

    Cavaleiros da alegria e da agonia
    Heróis grandiosos e donos da luz do dia

    Curve seu ouvido, escute sem medo!
    Saiba agora um grande segredo

    Mas escute com cautela,
    E não vá cair na esparrela,

    Esta verdade você tem de guardar
    Nem para sua mãe poderá contar

    Mas se este segredo você revelar
    Um grande poder irá te castigar

    Não há bem e mal em feroz disputa
    Nem cavaleiro e bruxa em terrível luta

    Isso aqui vale para toda a gente:
    Tudo é truque barato, enganação da mente!

    Isso você precisa compreender
    O outro é o outro, mas é também você

    Escute, escute de verdade
    Escute, escute sem vaidade

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Aprenda agora, e aprenda sem dó:
    Todas as coisas são uma coisa só

    Um mantra xamânico… E o Lord sobreviveu. Com certeza deve ter sido para passar adiante, como Rumpelstiltskin… Mas o conteúdo de seu canto é soberbo!

    Responder
  • 6. Ana Lúcia Merege  |  março 27, 2014 às 2:15 am

    É meio terrível pensar que tudo é uma coisa só e que o verdadeiro inimigo está dentro da gente… Maligno mesmo esse elfo.

    Responder

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