A PROFECIA DE YWAN-KHAN e A DÉCIMA VIDA DE GARENINA

março 29, 2013 at 9:16 pm 2 comentários

Nota sobre estes dois textos:
Oi, pessoal,

A não-leitura desta nota de modo algum impede que você possa entender os dois textos abaixo, mas a leitura dela pode te dar uma nova compreensão deles, o que talvez torne mais divertido lê-los.
Ambos são o resultado de uma atividade lá na OE (Oficina de Escritores), aquela atividade da qual já falei a vocês, a rap (rapidinha), um texto de até 120 palavras, a partir de um tema dado, com algumas horas para ser escrito. O tema do primeira era “profecia” e o do segundo “velha infância”. Tive uma outra idéia para esse “A Profecia…”,que não pude escrever ainda, mas que, é possível, eu tranforme em um novo texto.
Meus leitores mais antigos já conhecem o conceito de meus multipersonagens: eles aparecem em diferentes universos meus, em versões ligeiramente diferentes deles mesmos. Os que  mais uso nessa linha são Lothar Gan Amon e Garen Ordonax. Mas também tenho Iwan Khan e o casal Asfridi e Safridi. Ordonax anda meio que superexposto, no momento, por causa daqueles textos sobre os palhaços, daí que utilizei no segundo texto uma versão feminina dele (Garenina). Como usei Lothar naquele recente texto da rosa, Iwan Khan veio substituir os dois nesse “A Profecia…”
Quanto à “A Décima Vida…”, trouxe de volta aqui a idéia de que o nome original do povo das fadas era askhalin.
Boa leitura.

A PROFECIA DE YWAN-KHAN
Por Rita Maria Felix da Silva

Ywan-Khan caído às margens do Rio Xuèxīng Shuāi. Corpo crivado de flechas, cabeça separada do corpo. Morrera em agonia sem conquistar o mundo, um sonho que ele perseguira por trinta anos, desde que uma sacerdotisa dos deuses assim profetizara para ele.

 Do céu, Huì Jūn, Senhor do Escuro, e Guāngxiàn Núwáng, Mestra da Luz, um casal de deuses,  observava-o:

 (Guāngxiàn Núwáng) — Ywan-Khan perdeu a vida por uma profecia falsa, uma invenção tua, Hui Jūn. Por que fizestes isso? É obsceno!

(Hui Jūn) — Guāngxiàn Núwáng, minha adorável, levas tudo a sério demais. Foi divertido e para que mais servem os mortais além de nos divertirem?

 FIM
Dedicado a Alex Bastos

A DÉCIMA VIDA DE GARENINA
Por Rita Maria Felix da Silva

Noite de quinta-feira, apartamento em São Bento da Trindade, interior de Pernambuco, Garenina lia “Velha Infância” do paraibano Erick Demetrius Maximiliano. Lágrimas nos olhos, mas não pelo livro.

Garenina era uma askhalin, nome original do que os humanos chamam de “fada” e, como tal, vivia exatamente dez vidas antes de morrer para sempre.

 A primeira vida de uma askhalin é sempre gloriosa. Garenina fora uma princesa guerreira, libertadora de povos oprimidos, amada por muitos.

 Mas a última é trágica. Ela teve a premonição ontem. Sua nona vida estava para acabar. Na décima, ela seria um dragão terrível. Uma fera genocida.

 E Garenina chorava.

FIM
Dedicado a Gianpaollo Celli

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O Desejo de Garen Ordonax PRESENTE DE MAGO

2 Comentários Add your own

  • 1. Gustavo Samuel  |  março 30, 2013 às 2:36 am

    muito bons

    Responder
  • 2. Tony Brandão  |  março 31, 2013 às 4:08 am

    Belo texto Rita!
    O primeiro me chamou mais atenção,e é bem atual…muitas pessoas estão perdendo a vida,acreditando em algo não verdadeiro…:)
    Gostei!

    Responder

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