Voltando a Postar: Dois Textos

fevereiro 4, 2012 at 5:51 pm 4 comentários

Oi, pessoal,

Voltando a postar no blog, trago estes dois textos. O primeiro é minha versão um pouquinho ampliada de um exercício na OE, Oficina de Escritores. O tema era “mensagem”. Vai dedicado ao desenhista Joe Bennet, ilustrador (dos melhores) brasileiro que faz ótimos quadrinhos para as editoras americanas (vocês precisam conhecer o trabalho do cara).

Neste primeiro texto, uso um antigo personagem meu chamdo Atros Dysatrak. Meus leitores poderão perguntar: “quem?” 🙂 Realmente, vocês nunca o viram num texto meu, pois Atros faz parte de antiqüissimashistórias em quadrinhos que eu tentava desenhar. O resultado não foi algo que eu teria coragem de mostrar a vocês (não sou desenhista), mas eu gostava muito do personagem, tanto que resolvi trazê-lo de volta numa versão muito modificada, mas que, acredito, faz jus a ele. 

O segundo texto é um poemeto, na verdade, venho recitando esse há anos, mas apenas agora decidi colocar no papel (tela do computador). Postei-o na língua original (com pronúncia aportuguesada) e com a tradução para o Português. Aos que se interessarem, leiam em voz alta na versão original, podem gostar. Igualmente, aos que se interessarem, há uma pequena mitologia, que criei, por trás desse poema: deve ser recitado apenas uma única vez e somente para a pessoa que significar mais que qualquer outra (romanticamente falando) para você. Sim, estou violando essa idéia, mas, do contrário, vocês não poderiam lê-lo. Por razões minhas, o segundo texto, o poemeto, não vai dedicado a ninguém.

Boa leitura.  Beijos multiversais.

Rita

Texto 1 – Cronodifusão

                                                   CRONODIFUSÃO

Por Rita Maria Felix da Silva

                                                                  – I –

Com o ferimento radiativo ceifando-lhe a vida, Atros ponderou sobre o que iria fazer. A tecnologia usada era, ainda, muito experimental, mas a possibilidade de sucesso, por menor que fosse, mostrava-se tentadora demais… Reavaliou os cálculos e revisou a mensagem antes de gravá-la. Tão logo alguém tocasse a esfera, escutaria o alerta repetido, numa seqüência, em todas as línguas majoritárias da Terra no ano-alvo:

“Eu sou Atros Dysatrak, da resistência pluniana conta o Império Malkin. Seja você quem for, envio este alerta a partir de 150 anos no futuro. Não confie no embaixador Malkin. A chegada dele inicia os eventos que irão conduzir a conquista e extinção da humanidade. Avise a todos.”

 – II –

Onofre soltou a Bíblia e, armando-se de uma marreta, despedaçou o objeto que aparecera do nada — uma esfera flutuante, em cuja superfície luzes piscavam oscilando entre o azul e o vermelho. Ele bateu naquilo até que o objeto caísse ao chão e fosse reduzido a pequenos pedaços.

Temente a Deus e orgulho da sua igreja, não se atreveu a tocar naquela esfera, que, certamente, era coisa do Diabo.

Olhou para o relógio. Hora de fechar a oficina e ir ao culto. Mais tarde, com pá e vassoura, limparia aquela sujeira.

Cinco meses depois, o embaixador Malkin chegaria à Terra.

 FIM

Dedicado a Joe Bennett

Texto 2 – Ahmen-ati di

Ahmen-ati di

Ahmen-ati di
Mak m’arin mak m’anah
Quod’ amon nami ani nih-imar
Onah-ini alu rha ni m’ariti
Ahmen-ati di

Luz da Minha Vida

Luz da minha vida
Nunca te apagues, nem te extinguas
Nem vá para os lugares escuros
Onde não poderei te encontrar
Luz da minha vida

Poesia: Rita Maria Felix da Silva

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Dois textos para o Natal A Ùltima Caminhada de Garen Ordonax

4 Comentários Add your own

  • 1. yarinmelo  |  fevereiro 5, 2012 às 6:46 pm

    Gostei bastante dos dois contos. O primeiro é realmente muito bom, ele mostra que mais perigoso do que qualquer inimigo que possa aparecer, é amente fechada e o medo de aprender.
    Já o segundo a mitologia que você criou pra ele o fez ter espirito, o fez ser no fim realmente bonito e gentil, parabéns rita.

    Responder
  • 2. Adriana "Strix"  |  fevereiro 6, 2012 às 10:44 pm

    Crueldade com o moço, Rita. u_u

    Bom conto e bom poemeto. ^^

    Responder
  • 3. Alex  |  fevereiro 7, 2012 às 10:58 am

    O primeiro texto foi muito bem intencionado, no sentido de alguém que poderia ter feito a diferença, foi um o que ajudou a destruir um aviso importante.
    O segundo texto é muito bonito, até mesmo abordando em outra língua. Realmente bom.

    Parabéns.

    Responder
  • 4. Jessica Aluada Borges  |  fevereiro 11, 2012 às 2:59 pm

    Puxa vida, o conto ficou muito bom! Fico pensando que muitas vezes é possível ignorar algo importante por uma crença julgada superior… Fechar a mente para o desconhecido é sempre algo perigoso e auto-destrutivo.

    Responder

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