Dia dos Mortos

novembro 5, 2011 at 3:37 am 8 comentários

DIA DOS MORTOS
Por Rita Maria Felix da Silva

A estranha anomalia nos céus de todo o mundo.

Ruy Castilho olhou para ela e depois para suas próprias mãos. Lembrava do acidente de trem em Málaga. Depois tudo ficara escuro. Tinha certeza que havia morrido. Não compreendia como estava ali.

Procurou por amigos, conhecidos e parentes, que deviam ainda estar vivos, mas nada achou.

Conversou com muitas outras pessoas como ele, que também sabiam estarem mortas, e elas igualmente não encontraram ninguém vivo.

Muitos mortos celebravam terem o mundo inteiro só para si. Outros se desesperaram por não saberem o que fazer. Ele foi uma daqueles que caminhou sem rumo ou motivo, pois aquela situação insólita roubava-lhe o entendimento e as palavras.

Foi assim durante 24 horas, até que a anomalia desapareceu e Castilho e todos os outros se dissiparam de volta ao esquecimento.

Então, por toda a parte, sete bilhões de vivos reapareceram sem saber onde estiveram por todas aquelas horas. O “Dia dos Mortos” havia acabado.

FIM

Dedicado a Clinton Davisson

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QUESTÃO TRABALHISTA Tirinhas “Olhos no Escuro”

8 Comentários Add your own

  • 1. Tibor Moricz  |  novembro 5, 2011 às 9:48 pm

    Morre Clinton….rs

    Responder
  • 2. Clinton Davisson  |  novembro 5, 2011 às 10:40 pm

    HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAA

    Responder
  • 3. Heitor Vasconcelos Serpa  |  novembro 6, 2011 às 2:55 am

    Muito boa a viagem, como sempre condensando universos em poucos parágrafos. Não sei o que comentar além disso, gostei demais.

    Beijos

    Responder
  • 4. Daniel Folador Rossi  |  novembro 7, 2011 às 4:43 am

    Bom texto, Rita. Como o Heitor disse, soube condensar uma cena bem em poucos parágrafos.
    Bjs (:

    Responder
  • 5. Edgley Silva  |  novembro 13, 2011 às 4:03 pm

    Ótimo conto. Como dizem : A criatividade chegou ai e ficou. Parabéns !!!

    Responder
  • 6. osmar  |  novembro 21, 2011 às 5:09 pm

    Legal o contraponto entre o mundo dos vivos e o dos mortos – bem sintetizado, como sempre! Uma anomaliazinha “beshta” entre os dois planos, né!? Eita, dona Rita, 1 beijo,

    the ^..^ Osmar.

    Responder
  • 7. Fernanda Luongo  |  novembro 22, 2011 às 12:32 am

    Hahaha… Adorei Rita! Muito bom!

    Responder
  • 8. Enio Myrddin  |  dezembro 4, 2011 às 2:22 am

    Nossa que legal…
    Me inspirou a escrever uma história que a tempos comecei mas não sabia como conduzir
    Obrigado!

    Responder

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