Archive for novembro 1, 2010

Os Mereges – Parte III de V

Do Bestiário de Miguel de Amarante

Páginas 124-128

Os Mereges, Criaturas de Muitas Cores

Por Rita Maria Felix da Silva

“Em minha juventude, por tantas Terras, universos e mundos, eu viajei e variedades tão diferentes dessas criaturas pude encontrar…” (Petrus Elacianus, o Erudito)

Introdução: De acordo com as versões mais aceitas sobre este assunto, formou-se entre os eruditos a crença de que todos os mereges vieram de um mesmo mundo, embora ninguém saiba dizer-lhe o nome ou a localização. De lá, espalharam-se pelo multiverso e a espécie se dividiu em pelo menos cinco outras diferentes.

III – Mereges Amarelos

Mereges amarelos são caçados e, por isso, muitos deles terminam suas vidas de forma trágica e poética.

Em uma monografia de Petrus Elacianus, podemos ler que, em tempo remoto, esses mereges foram grandes guerreiros, conquistadores de mundos. Mas, em algum ponto de sua história, renunciaram à violência, evoluíram para a forma que usam atualmente (esferas de substância gelatinosa, de cor amarelada, flutuantes e com o raio aproximado ao tamanho de um braço humano) e emigraram para um mundo longínquo em uma das dimensões do multiverso.

Lá, convertidos numa raça de filósofos pacifistas, vagam pelos céus (sua telecinésia é notável) e ocupam o tempo em telepaticamente debaterem sobre os segredos da existência.

Porém, o universo em que foram se refugiar abriga uma versão futura do Planeta Terra, um mundo em que os humanos evoluíram para utilizar tanto a ciência quanto a magia.

Assim, em naves que são uma mistura de metais e construtos mágicos, impulsionadas por reatores onde se combinam antimatéria e encantamentos antigos, periodicamente pessoas daquela Terra vão até o lar dos mereges amarelos e capturam alguns, os quais são submetidos a terríveis torturas em máquinas complicadas demais para se descrever e sob a ação de feitiços demoníacos.

Sob tal tormento, o merege capturado morre em terrível agonia, sua alma se despedaça e se condensa num líquido incolor, que é coletado pelos humanos e vendido por altíssimo preço como uma “porção do amor” realmente eficaz.

Dedicado a Diogo

A seguir: Os Mereges Azuis

Anúncios

novembro 1, 2010 at 2:16 am Deixe um comentário


Agenda

novembro 2010
S T Q Q S S D
« out   dez »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Posts by Month

Posts by Category