Momento em Honduras – Uma Aventura de Ryan Ambrose Hollow

abril 15, 2010 at 4:23 am 3 comentários

Oi, pessoal.
Para a atualização, tenho algo especial.
Certamente vocês sabem que uma as coisas que mais gosto de escrever são peoplefics, ou seja, ficções em que uso uma pessoa real transformada em personagem ficcional. “Bolero” e “O Último Flávio” são exemplos disso.
Estou participando de Taverna , uma comunidade no Orkut. Ótimo lugar, gente boa, gosto do lugar. Uma das atividades que estamos desenvolvendo lá são os textos em dupla. Este que posto aqui é a primeira de uma peoplefic que comecei a escrever em parceria com Ryan (cujo versão ficcional vocês vão conhecer na história), enquanto vou fazendo contos em dupla com outras pessoas (eu acredito que vocês irão gostar do vindouro “Moonblessed”). As partes 2 e diante do conto seriam escritas por ele. Na verdade, a parte (“Uma Avião para a França”) ja´está disponível para leitura lá em Uma Avião para a França .
Boa leitura e comentários serão bem-vindos.
Beijos
Rita

MOMENTO EM HONDURAS
Uma Aventura de Ryan Ambrose Hollow

Por Rita Maria Felix da Silva

Quem é Ryan Ambrose Hollow? Filho de uma socialite brasileira e um próspero empresário escocês, ele trabalha como “investigador de magia e sobrenatural”, para uma obscura organização do governo britânico e, às vezes, como freelance. O fantasma de seu irmão, Peter Allan, acompanha-o por toda a parte, servindo como fonte de informações.

A história até aqui: após os sinistros eventos narrados no conto “Interlúndio na Ilha de Santo Almáquio” — no qual o destino de Juan Pablo López-Martinez foi tragicamente decidido — Ryan retorna a Honduras de onde pretende voltar a Londres…

Na tarde de 26 de fevereiro, Ryan esperava sentado no Aeroporto Internacional Toncontín, em Tegucigalpa, capital de Honduras, de onde partiria de volta a Londres. Ele refletia melancolicamente sobre Juan Pablo e o destino que aguardava aquele infeliz… Sim, a magia, semelhante à vida, sabe ser bem cruel.
Ryan lia um artigo numa revista acadêmica, uma discussão sobre o Bolero de Ravel, quando o celular tocou. A voz feminina do outro lado cumprimentou-o em Português com sotaque brasileiro. Pôs a revista de lado, sorriu e respondeu naquele idioma.

( Ryan ) — Alô, Jú. Tudo bem?
( Jú ) — Oi, Ryan, eu preciso de um favor seu…
( Ryan ) — Pode falar. O que é?
( Jú ) — Uma coisa bem na sua área de trabalho mesmo. Queria te pedir para ajudar uma amiga minha…
( Ryan ) — Diz que eu ajudo. Quem é?
( Jú ) — Babette…
Ryan silenciou-se, memórias muito dolorosas rasgavam-lhe a alma…
( Jú ) — Ryan? Está me ouvindo? Olha, se o problema for dinheiro…
( Ryan ) — Eu não cobraria de você. Escuta, não quero falar desse assunto. Desculpe-me, mas vou desligar.
( Jú ) — Espera, sei que vocês dois ficaram muito magoados um com o outro, acontece que já faz tempo.
( Ryan ) — O tempo não diminuiu as feridas. Babette disse que parti o coração dela e jurou arrancar o meu se eu tentasse me aproximar. Prometi respeitar a vontade ela
( Jú ) — Bobagem, ela ainda te ama. E você ainda a ama também. Pode até fazer essa pose de babaca que não se importa com nada, mas não me convence.
( Ryan ) — Jú, Babette é uma das pessoas mais perigosas do mundo. Realmente, não sei no que se meteu, mas, seja o que for, acredito que ela seja capaz de cuidar disso sozinha.
( Jú ) — Dessa vez, não. A coisa é muito mais séria do você pensa. Se não intervir, ela vai morrer.
( Ryan ) — Jú, afinal, no que foi que ela se envolveu de tão grave? Perdoe-me, mas acho que você deve está exagerando.
( Jú ) — Exagerando? Me diz: o que o nome “Auguste Addanc” significa para você?

Auguste Addanc. Ryan estremeceu. Não mais argumentou com Jú. Disse que ajudaria. Pediu licença e desligou o telefone. Colocou as duas mãos sobre a face e curvou a cabeça. O fantasma de Peter Allan quis dizer algo, Ryan pediu que não. Estava decidido: naquela tarde, ao invés de retornar a Londres, iria a Nantes, na França, de volta a Babette e direto para uma batalha que poderia lhe custar a vida ou até mais do que isso.

Continua…

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A Desolação do Teu Olhar Poema “Lua” e notícia sobre a Fantazine

3 Comentários Add your own

  • 1. Wesley Felipe (Monsieu Henri Corredeiras)  |  abril 23, 2010 às 3:53 am

    Conseguiu deixar, nós, seus leitores, ansiosos pela continuação….

    Bom texto…

    Henri

    Responder
  • 2. Mensageiro Obscuro  |  abril 23, 2010 às 4:25 am

    Essa história é interessante, falta saber o mistério de quem será esse perigoso homem do final do texto. Esse conto deixou um grande mistério.

    Responder
  • 3. João  |  abril 4, 2013 às 4:11 am

    Muto bom. Espero que continue, Rita.

    Responder

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