HQ-BIZARRIAS 06 DE 10 – SRTA. JULIETE VILLAGRANDE EM NOITE DE PRIMEIRO ENCONTRO

Oi, Pessoal,

É realmente com grande alegria que posto este sexto capítulo da série Bizarrias. De um total de dez partes, agora faltam apenas quatro, o que me deixa menos nervosa: acreditem, estou ansiosa para terminar Bizarrias (volume 1).

Desta vez, pude contar com o artista e amigo Tony Fernandes. É bem provável que vocês lembrem dele do quadrinho “Apache”, uma revista nacional com um western diferente e realmente bom (um dos pontos de que mais gostei é que o personagem central é uma mulher, tem uma identidade secreta, o que é um elo com os quadrinhos de super-heróis, e o ponto de vista é dado aos índios, não à cavalaria). Sim, é um quadrinho bem legal, merece ser mais conhecido.

Bem, boa leitura.

WEB_PG01_BIZARRIAS06

WEB_PG02_BIZARRIAS06

WEB_PG03_BIZARRIAS06

WEB_PG04_BIZARRIAS06

WEB_PG05_BIZARRIAS05

 

abril 5, 2015 at 3:21 pm 1 comentário

HQ-BIZARRIAS 5 DE 10 – O JOVEM MIGUEL VAI AS COMPRAS

Oi, pessoal

Chegamos ao Bizarrias 5. Agora faltam só mais cinco para concluirmos o primeiro volume dessa série

Este Bizarrias marca a chegada de dois novos talentos à equipe: Aurélio Gomes Albuquerque e John Castelhano, dois caras talentosíssimos que foram responsáveis pelo desenho e arte-final desta história. Além do talento, são pessoas muito bacanas e foi ótimo trabalhar com eles.

Para os leitores mais análiticos, embuti um pequeno detalhe neste bizarrias. Se você reler os anteriores é possível que descubra do que estou falando.

Também aproveitei para revisitar São Bento da Trindade, uma cidade ficcional que uso em meus contos, um lugar extraordinário, onde moram também pessoas comuns que parecem conviver normalmente com as coisas extraordinárias que acontecem lá.

São Bento da Trindade se situava num universo ficcional meu que já foi extinto (embora eu não tenha ainda contado como isso aconteceu, mas deixei pistas para que os leitores mais atentos possam desconfiar…), contudo sempre volto para contar histórias daquela cidade enquanto ainda existia.

Boa leitura!

LD-pag Mágico 1
LD-pag-Mágico-2
LD-pag-Mágico-3

março 13, 2015 at 2:45 am Deixe um comentário

CHUVA, CHUVA

Oi, pessoal?

Este texto surgiu a partir de uma brincadeira de humor negro que fiz durante, obviamente, uma noite chuvosa.

É um pouco diferente dos poemas que geralmente escrevo, mas, embuti uma pequena brincadeira nele para aproximá-lo de minhas poesias usuais.

Boa leitura.

CHUVA, CHUVA
VEM E DESABA SELVAGEM SOBRE TODOS
CAI E LAVA FURIOSAMENTE A TERRA
E ASSIM AFOGA OS PECADOS HUMANOS

A TUDO INUNDA TÃO IMPIEDOSAMENTE
DESDE O CHÃO ATÉ O DISTANTE CÉU
E CUBRA TAMBÉM O ALTO DOS TEMPLOS

DEPOIS INVADA OS SALÕES SUNTUOSOS
PARA ARRASTAR CONVIDADOS E FESTA
E DESTROÇAR AS MESAS DE BANQUETE

PONHA ABAIXO E SEM NADA DE DEMORA
AQUELAS PAREDES, OS MUROS E SALAS
DAS TERRÍVEIS MANSÕES SEM CORAÇÃO

O OURO, A PRATA E TODAS AS JÓIAS
TRANSFORMA COM A MAIOR CRUELDADE
EM LIXO, CAOS, ENTULHO E DETRITOS

A NINGUÉM POUPES, A NADA E NINGUÉM
DIANTE DESTE SEU TÃO TEMÍVEL FUROR
TODAVIA, ESCUTA E OH, SIM, ESPERA

SE TU PUDERES POUPAR UM ALGO APENAS
COM A HUMILDADE E DESESPERO EU PEÇO
POUPA, MAS POUPA TÃO SOMENTE O AMOR

Poesia: Rita Maria Felix da Silva

março 1, 2015 at 8:27 pm Deixe um comentário

OS DEZ HERÓIS DO REINO DE RAVINGARD

O primeiro nome foi pelo universo disperso
O segundo não era gente, era só um verso
O terceiro, um herói muito cedo se fez
Homem de coração nobre, era escura sua tez
O quarto nome foi tragédia, nunca alegria
Pois os deuses fizeram-na mestra da magia
O quinto era farsante e mentia em tudo
Terminou herói de verdade, velho e sisudo
Ao sexto, não lhe restou qualquer glória
Caiu em desgraça, foi apagado da História
Com o sétimo, a sorte foi uma terrível vilã
A amada o apunhalou no começo de uma manhã
Do nono, não se sabe se o fim foi feliz ou vil
Partiu em derradeira batalha e para sempre sumiu
O décimo tornou-se rei sábio e muito idolatrado
Acabou por enforcar-se: cansado e entendiado

Poema: Rita Maria Felix da Silva

fevereiro 24, 2015 at 4:30 am 1 comentário

TIBOR

TIBOR
Por Rita Maria Felix da Silva

Madrugada de calor inclemente no último dia daquele janeiro. Céu seco, sem nuvens, lua ou estrelas. Terceiro dia do racionamento de água. Incapaz de reclamar, o ventilador era obrigado a trabalhar na mais alta rotação. Sozinho em seu apartamento, Cláudio Villa estava lendo um livro. Era o que ele mais gostava de fazer no mundo. Tomados pelo êxtase literário, seus olhos vagavam entre as palavras. Sua mente ocupada nas páginas daquela história… Ele nunca pediria por outro tipo de paraíso.
Porém, infelizmente, quando se lê uma história, mesmo as melhores, a leitura, em certo momento, tem de terminar.Virar a última página de uma narrativa… Essa verdade, doía-lhe na alma e Cláudio suspirou de forma lamentosa.
Estava lendo “As Aventuras do Príncipe Tibor” e faltavam apenas duas páginas para terminar. O príncipe, após tantas peripécias, fora ferido irrevogavelmente e agora a morte era tudo o que restava para aquele herói. Cláudio murmurou uma blasfêmia. Este livro, acima de todos, era especial. Nunca uma enredo havia lhe dado tanto prazer. Por que algo assim devia terminar?
Fechou os olhos entristecidos. Desejou, com todas as forças, mesmo aquelas que não imaginava possuir, não precisar deixar aquele livro nunca, bem como que jamais fosse necessário terminar a última página e assim poder continuar aquela história para sempre… Para sempre…
Subitamente, uma dor aguda e estranha iniciou-se em seu estômago e migrou para o coração. Ao mesmo tempo, começou a se sentir tonto e subiu-lhe à alma uma sensação de fraqueza e leveza. O livro caiu de suas mãos.
Um onda de horror tomou conta de seu cérebro. Olhou para suas mãos e viu que começara a ficar… Transparente! Devia estar louco, não havia outra explicação, mas aquele processo surreal continuava. Tentou gritar, mas, de sua garganta, a voz tornada débil demais, não conseguia escapar. Mergulhado no terror, levantou-se da cadeira para fugir daquilo, embora não soubesse para onde. Quis correr, mas, ao primeiro passo, o corpo dissolveu-se e desapareceu no vazio, como fumaça dissipada por um vento feroz, como uma imagem na tela de TV sendo desligada.
Logo nada mais restava de Cláudio Villa além do livro, ainda aberto, que repousava esquecido no tapete da sala.

*****************************************

Em sua tenda no acampamento na planície de Merrhanac, O Príncipe Tibor, filho do Rei Moricz, despertou. Ao seu redor, meia dúzia de curandeiros e curandeiras ajoelharam-se agradecendo aos deuses pelo milagre.
Sim, milagre era a melhor definição para o que havia lhe acontecido. Contaram a Tibor que ele fora transpassado, em batalha, pela lança envenenada de um Aksamita. Além das complicações do ferimento, o veneno era poderoso, maligno e totalmente desconhecido pelo povo do Príncipe. Sob o trabalho diligente dos curandeiros, ele fora mantido vivo por nove noites, mas agonizava além de qualquer ajuda.
Quando todos já haviam renunciado à qualquer esperança, o príncipe abriu os olhos e levantou-se, recuperado como se nada tivesse lhe ocorrido e então uma dúzia de olhos estupefatos puderam constatar que o ferimento desaparecera completamente.
A noite que se seguiu aquela tarde foi de grande celebração, festa, dança, banquete e sacrifício de ovelhas, bois e cabras em agradecimento por Tibor ter sido poupado pelo Deus da Morte.
O Príncipe, contudo, não participou dos festejos: recolheu-se a sua própria tenda e deixou ordens de não ser incomodado. Escolhera meditar sobre o que havia lhe acontecido. Durante as noites em que estivera em agonia, sonhou com um outro mundo, uma terra estranha, diferente de tudo que já conhecera e, nesse lugar, ele não era Tibor (o Decapitador, o Feroz, filho do Rei Moricz, esmagador de reinos, conquistador de cidades, que jurou dominar o mundo antes que seus trinta anos de idade chegassem) mas sim um outro alguém, um homem estranho, com um nome em alguma língua que o príncipe nunca sonhara existir: algo como “Ville”, “Villa” ou qualquer coisa parecida. Um homem bizarro que amava livros, gastava sua vida inteira neles e implorava aos deuses por histórias que nunca terminassem.
Sonho absurdo, o príncipe riu para si mesmo. Embora houvesse sido bem instruído pelos sábios na corte de seu pai, nunca gostara de perder horas inteiras lendo. Sentia-se melhor com a ação, o campo de batalha, os inimigos tombando diante de sua espada.
Decidiu que pela manhã iria se vingar dos Aksamitas, que ousaram feri-lo. Jurou que eliminaria desta terra todo aquele povo.
Porém, algo inesperado tomou-lhe a alma. Lembrou-se novamente do sonho e sentiu vontade de ler. Ordenou e lhe trouxeram três velhos e pesados volumes sobre história militar e táticas de batalha, que um de seus conselheiros sempre trazia consigo quando viajava. Buscaria ali inspiração para a melhor forma de exterminar os Aksamitas.
Leu por horas seguidas e descobriu, com certa admiração, que poucas coisas eram mais prazerosas do que aquela.
Subitamente, percebeu-se mais parecido com o homem que havia sido naquele estranho sonho do que julgara possível.

FIM
Dedicado a Cláudio Villa ( e Tibor Moricz (, que gentilmente cederam seus nomes para serem usados como personagens desta história. Obrigada
P.s. Ambos são escritores muito bons e os recomendo a todos.

fevereiro 8, 2015 at 11:22 pm Deixe um comentário

Bizarrias 4 de 10 – O Soldado Dennis Burnwell ainda Esperando

Oi, pessoal,

Estou muito contente de poder mostrar a vocês mais uma tira da série de quadrinhos “Bizarrias”. Desta vez, conto. novamente com a arte brilhante de Clayton InLoco (o genial artista que criou Hurulla. Se não conhecem, recomendo, é muito bom).. Clay, obrigada.

Boa leitura.

Beijos

Rita
Web_Bizarrias-4-de-10

fevereiro 3, 2015 at 4:29 am Deixe um comentário

O SISTEMA

Oi, pessoal.
Aqueles que já estão acostumados com meus textos devem ter percebido que a maior parte do que escrevo é prosa, mas que uma fração (muito querida por mim) de minha obra é de poesias.
Normalmente, ou pelo menos, na maior parte do tempo, meus poemas são românticos, porém, bem, este é uma tentativa de incursão em um outro campo…
Boa leitura.

O SISTEMA

Peças, partes, componentes,
Peças, partes, engrenagens
Micro e macro… Estrutura
Micro e macro… Estrutura

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema permanece

Algumas peças funcionam
E outras só reclamam
Certas peças travam
E tantas mais definham

Mas o Sistema permanece
Mas o Sistema permanece

Que calemos o clamor
Das partes revoltosas
Esmaguemos com tortura
As peças descontentes

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema permanece

Inundemos com propaganda
Os componentes mais tolos
Que sangram para funcionar
E os sábios são enforcados

(Em cruéis quartéis,
Em cruéis quartéis)

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema permanece

Engrenagens que não se encaixam
São sim jogadas fora, fora, fora
Engrenagens que questionam também
Engrenagens não podem sonhar

(Não podem)
(Não podem)
(Não podem)

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema (para sempre) permanece
Assim o Sistema (inabalável) permanece

Permanece, permanece, permanece

Poesia: Rita Maria Felix da Silva

janeiro 28, 2015 at 4:51 am Deixe um comentário

Posts antigos


Categorias

  • Blogroll

  • Feeds


    Seguir

    Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.