OS DEZ HERÓIS DO REINO DE RAVINGARD

O primeiro nome foi pelo universo disperso
O segundo não era gente, era só um verso
O terceiro, um herói muito cedo se fez
Homem de coração nobre, era escura sua tez
O quarto nome foi tragédia, nunca alegria
Pois os deuses fizeram-na mestra da magia
O quinto era farsante e mentia em tudo
Terminou herói de verdade, velho e sisudo
Ao sexto, não lhe restou qualquer glória
Caiu em desgraça, foi apagado da História
Com o sétimo, a sorte foi uma terrível vilã
A amada o apunhalou no começo de uma manhã
Do nono, não se sabe se o fim foi feliz ou vil
Partiu em derradeira batalha e para sempre sumiu
O décimo tornou-se rei sábio e muito idolatrado
Acabou por enforcar-se: cansado e entendiado

Poema: Rita Maria Felix da Silva

fevereiro 24, 2015 at 4:30 am Deixe um comentário

TIBOR

TIBOR
Por Rita Maria Felix da Silva

Madrugada de calor inclemente no último dia daquele janeiro. Céu seco, sem nuvens, lua ou estrelas. Terceiro dia do racionamento de água. Incapaz de reclamar, o ventilador era obrigado a trabalhar na mais alta rotação. Sozinho em seu apartamento, Cláudio Villa estava lendo um livro. Era o que ele mais gostava de fazer no mundo. Tomados pelo êxtase literário, seus olhos vagavam entre as palavras. Sua mente ocupada nas páginas daquela história… Ele nunca pediria por outro tipo de paraíso.
Porém, infelizmente, quando se lê uma história, mesmo as melhores, a leitura, em certo momento, tem de terminar.Virar a última página de uma narrativa… Essa verdade, doía-lhe na alma e Cláudio suspirou de forma lamentosa.
Estava lendo “As Aventuras do Príncipe Tibor” e faltavam apenas duas páginas para terminar. O príncipe, após tantas peripécias, fora ferido irrevogavelmente e agora a morte era tudo o que restava para aquele herói. Cláudio murmurou uma blasfêmia. Este livro, acima de todos, era especial. Nunca uma enredo havia lhe dado tanto prazer. Por que algo assim devia terminar?
Fechou os olhos entristecidos. Desejou, com todas as forças, mesmo aquelas que não imaginava possuir, não precisar deixar aquele livro nunca, bem como que jamais fosse necessário terminar a última página e assim poder continuar aquela história para sempre… Para sempre…
Subitamente, uma dor aguda e estranha iniciou-se em seu estômago e migrou para o coração. Ao mesmo tempo, começou a se sentir tonto e subiu-lhe à alma uma sensação de fraqueza e leveza. O livro caiu de suas mãos.
Um onda de horror tomou conta de seu cérebro. Olhou para suas mãos e viu que começara a ficar… Transparente! Devia estar louco, não havia outra explicação, mas aquele processo surreal continuava. Tentou gritar, mas, de sua garganta, a voz tornada débil demais, não conseguia escapar. Mergulhado no terror, levantou-se da cadeira para fugir daquilo, embora não soubesse para onde. Quis correr, mas, ao primeiro passo, o corpo dissolveu-se e desapareceu no vazio, como fumaça dissipada por um vento feroz, como uma imagem na tela de TV sendo desligada.
Logo nada mais restava de Cláudio Villa além do livro, ainda aberto, que repousava esquecido no tapete da sala.

*****************************************

Em sua tenda no acampamento na planície de Merrhanac, O Príncipe Tibor, filho do Rei Moricz, despertou. Ao seu redor, meia dúzia de curandeiros e curandeiras ajoelharam-se agradecendo aos deuses pelo milagre.
Sim, milagre era a melhor definição para o que havia lhe acontecido. Contaram a Tibor que ele fora transpassado, em batalha, pela lança envenenada de um Aksamita. Além das complicações do ferimento, o veneno era poderoso, maligno e totalmente desconhecido pelo povo do Príncipe. Sob o trabalho diligente dos curandeiros, ele fora mantido vivo por nove noites, mas agonizava além de qualquer ajuda.
Quando todos já haviam renunciado à qualquer esperança, o príncipe abriu os olhos e levantou-se, recuperado como se nada tivesse lhe ocorrido e então uma dúzia de olhos estupefatos puderam constatar que o ferimento desaparecera completamente.
A noite que se seguiu aquela tarde foi de grande celebração, festa, dança, banquete e sacrifício de ovelhas, bois e cabras em agradecimento por Tibor ter sido poupado pelo Deus da Morte.
O Príncipe, contudo, não participou dos festejos: recolheu-se a sua própria tenda e deixou ordens de não ser incomodado. Escolhera meditar sobre o que havia lhe acontecido. Durante as noites em que estivera em agonia, sonhou com um outro mundo, uma terra estranha, diferente de tudo que já conhecera e, nesse lugar, ele não era Tibor (o Decapitador, o Feroz, filho do Rei Moricz, esmagador de reinos, conquistador de cidades, que jurou dominar o mundo antes que seus trinta anos de idade chegassem) mas sim um outro alguém, um homem estranho, com um nome em alguma língua que o príncipe nunca sonhara existir: algo como “Ville”, “Villa” ou qualquer coisa parecida. Um homem bizarro que amava livros, gastava sua vida inteira neles e implorava aos deuses por histórias que nunca terminassem.
Sonho absurdo, o príncipe riu para si mesmo. Embora houvesse sido bem instruído pelos sábios na corte de seu pai, nunca gostara de perder horas inteiras lendo. Sentia-se melhor com a ação, o campo de batalha, os inimigos tombando diante de sua espada.
Decidiu que pela manhã iria se vingar dos Aksamitas, que ousaram feri-lo. Jurou que eliminaria desta terra todo aquele povo.
Porém, algo inesperado tomou-lhe a alma. Lembrou-se novamente do sonho e sentiu vontade de ler. Ordenou e lhe trouxeram três velhos e pesados volumes sobre história militar e táticas de batalha, que um de seus conselheiros sempre trazia consigo quando viajava. Buscaria ali inspiração para a melhor forma de exterminar os Aksamitas.
Leu por horas seguidas e descobriu, com certa admiração, que poucas coisas eram mais prazerosas do que aquela.
Subitamente, percebeu-se mais parecido com o homem que havia sido naquele estranho sonho do que julgara possível.

FIM
Dedicado a Cláudio Villa ( e Tibor Moricz (, que gentilmente cederam seus nomes para serem usados como personagens desta história. Obrigada
P.s. Ambos são escritores muito bons e os recomendo a todos.

fevereiro 8, 2015 at 11:22 pm Deixe um comentário

Bizarrias 4 de 10 – O Soldado Dennis Burnwell ainda Esperando

Oi, pessoal,

Estou muito contente de poder mostrar a vocês mais uma tira da série de quadrinhos “Bizarrias”. Desta vez, conto. novamente com a arte brilhante de Clayton InLoco (o genial artista que criou Hurulla. Se não conhecem, recomendo, é muito bom).. Clay, obrigada.

Boa leitura.

Beijos

Rita
Web_Bizarrias-4-de-10

fevereiro 3, 2015 at 4:29 am Deixe um comentário

O SISTEMA

Oi, pessoal.
Aqueles que já estão acostumados com meus textos devem ter percebido que a maior parte do que escrevo é prosa, mas que uma fração (muito querida por mim) de minha obra é de poesias.
Normalmente, ou pelo menos, na maior parte do tempo, meus poemas são românticos, porém, bem, este é uma tentativa de incursão em um outro campo…
Boa leitura.

O SISTEMA

Peças, partes, componentes,
Peças, partes, engrenagens
Micro e macro… Estrutura
Micro e macro… Estrutura

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema permanece

Algumas peças funcionam
E outras só reclamam
Certas peças travam
E tantas mais definham

Mas o Sistema permanece
Mas o Sistema permanece

Que calemos o clamor
Das partes revoltosas
Esmaguemos com tortura
As peças descontentes

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema permanece

Inundemos com propaganda
Os componentes mais tolos
Que sangram para funcionar
E os sábios são enforcados

(Em cruéis quartéis,
Em cruéis quartéis)

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema permanece

Engrenagens que não se encaixam
São sim jogadas fora, fora, fora
Engrenagens que questionam também
Engrenagens não podem sonhar

(Não podem)
(Não podem)
(Não podem)

Assim o Sistema permanece
Assim o Sistema (para sempre) permanece
Assim o Sistema (inabalável) permanece

Permanece, permanece, permanece

Poesia: Rita Maria Felix da Silva

janeiro 28, 2015 at 4:51 am Deixe um comentário

Bizarrias 3 de 10 – VOVÓ LEHZEN SERVE SEU CHÁ

Oi, pessoal,
Na atualização de hoje, posto a terceira história em quadrinhos da série Bizarrias. O que me deixa muito feliz, pois a série havia atrasado por dificuldades técnicas.
Esta história conta com a arte de Erik Judson, um jovem e surpreendente talento. Ele me foi indicado por Marco Aurélio Azevedo Santigo, bom amigo e artista brilhante, que desenhou “Luz e Consequências”,já disponibilizada neste blog. Obrigada, Marco, Erik tem um futuro incrível.
Os leitores notarão que Bizarrias, a qual deveria ser sete histórias, mudou para 10. Questões técnicas. Eu pretendia um primeiro volume de sete histórias e um segundo com a mesma quantidade, mas estou um pouco incerta sobre o segundo volume, por isso transferi histórias dele para este primeiro, talvez único, volume. Bem, vamos ver o que o futuro permitirá.
Boa leitura.
Rita
P.S. Erik Judson é um talento incrível, porém, ainda pouco conhecido e precisa ser mais divulgado, por favor, todos que puderem compartilhem o link para esta história. Vamos deixar que este gênio em gestação possa cair no conhecimento e nas graças do grande público.

web_Bizarrias 3 de 10

janeiro 18, 2015 at 3:49 am Deixe um comentário

AKTOM, O PIEDOSO

Pessoal,

Talvez alguns leitores mais antigos meus lembrem que imagino o conjunto de minhas histórias como ocorrendo num tipo de multiverso, no qual tenho alguns personagens recorrentes.
Entre eles estão os Malkins, uma raça ou povo que aparece, em algumas versões de meus textos, como uma raça alienígena e, em outras, como um povo humano da antiguidade.
Numa dessas versões, um pequeno poema que fiz há tempos, alguém imaginei uma língua para eles (para uma das versões humanas deles).
Retomo essa idéia para este texto.
Igualmente, leitores mais antigos poderão lembrar desse meu “Bestiário de Amarante”. Começou com o enredo para um conto que ainda não pude escrever. Imaginei, enquanto o conto não sai, que seria interessante para os leitores poderem ver algumas páginas desse livro ficcional (em que expando e resignifico o que seria um bestiário).
Boa leitura.

DO BESTIÁRIO DE AMARANTE – PAGS. 42-44
AKTOM, O PIEDOSO

AKTOMIN YUANEH

TOM ZAHMI LAHNU UDHU
TOM ZAHMI BAKTU IDHU
UUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
TOM NAYESHA NEH
TOM MEKTU ZAHMI
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
AKTOM NAGUECHAH
ODOH YLEH MAH YANOH
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO
AKTOM ZAHMI
AKTOM ZAHMI
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
TOM NAYESHA NEH
BAHDIH YDHU-YAUH
BAHDIH YDHU-YAUH
UUUUUUUUUUUUUUUUUU

PRECE A AKTOM

(AK) TOM PIEDOSO ESCUTA-ME
(AK) TOM PIEDOSO TE IMPLORO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
(AK) TOM DE NÓS HUMANOS TE LOUVO
(AK) TOM ACIMA DE TODOS PIEDOSO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
AKTOM INTERCEDA
COM TUA MÃO DIVINA ME PROTEJA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAs
AKTOM PIEDOSO
AKTOM PIEDOSO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
AKTOM DE NÓS HUMANOS TE LOUVO
SALVA MEU CORPO E ALMA
SALVA MEU CORPO E ALMA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

As Origens

Na mitologia Malkin, Aktom era o deus mais querido e cultuado pelos seres humanos, porque, assim dizem, era também aquele que os amava.
Sobre sua origem, há muitas versões. Em uma delas, ele próprio teria sido um humano que, por meios não explicados, ascendeu ao status de divindade e, assim foi habitar com os outros deuses.
Já outra história defende que Aktom seria filho de Sakhmet, deusa da esperança, com um humano. Corroborando esta versão, os sacerdotes e teólogos apontam que Aktom veio, com o tempo, a assumir o papel de Sakhmet, que poucas vezes é citada nas histórias após o aparecimento dele.
Uma terceira narrativa afirma que Aktom foi criado pelo ser misterioso e sem nome, ao qual não se presta culto, que também criou todos os outros onze deuses do panteão Malkin, antes de retirar-se para lugar desconhecido, e que não é um deus, mas sim algo diferente e maior. De acordo com essa história, a criação de Aktom teria servido para mediar a relação entre os humanos e os deuses.
Um quarto mito, que tem grande predileção entre os estudiosos, atem-se a própria etimologia do nome Aktom. Embora, tradicionalmente, admita-se que “Aktom” é uma palavra composta por três monossílabos, originados da língua inicial falada pelos Malkins, e que significaria algo como “diferente” ou “único”, há quem queira traduzir como “primeiro de seu tipo” ou “primeiro de uma multidão” e, assim, portanto, Aktom teria sido criado pelos onze deuses do panteão Malkin como o primeiro ser humano, aquele a partir do qual todos os outros primeiros foram criados.

Defensor da Humanidade

Seja como for, conta-se que, certa vez, após observarem o mundo por um ano inteiro, os deuses entediaram-se e se revoltaram com a humanidade e decidiram exterminá-la. Aktom, por amar os seres humanos, discordou e se opôs ao genocídio, o que o levou a uma guerra contra o restante do panteão.
Muitos dias de conflito se passaram e os outros deuses, em maior número e, portanto, maior poder, adquiriram vantagem sobre ele e ofereceram-lhe perdão por ter se revoltado contra as outras divindades, pois estavam cansados daquele confronto e ansiavam que a paz pudesse voltar ao Reino Divino. Propuseram-lhe que se rendesse e se juntasse aos outros no plano de extermínio dos humanos. Aktom recusou-se e a guerra prosseguiu. Foi quando os outros deuses perceberam que a única forma de encerrar com tudo aquilo seria assassiná-lo. E assim o fizeram.
Seu corpo, transpassado por espadas e lanças, foi colocado no chão de mármore, no centro do Reino Divino, e os onze deuses o contemplaram e ponderaram sobre o assunto por doze dias e noites seguidas.
Ao final, juntaram-se e choraram. Na mitologia Malkin, nunca antes um deus havia morrido e, ainda pior, executado por seus pares. Os Malkins acreditavam que, diferentes dos humanos, os deuses não possuem alma e, portanto, ao morrerem realmente deixam de existir. Para uma divindade, um ser naturalmente imortal, a perspectiva da não existência é o conceito mais terrível que se possa imaginar.
Da mesma forma, o povo Malkin afirmava que não é possível, mesmo para os deuses, ressuscitar um humano, todavia, um deus que tenha sido assassinado pode ser trazido de volta, contudo, uma única e só uma vez em toda a eternidade.
Assim os deuses fizeram e arrancaram as espadas e lanças do corpo de Aktom, juntaram todo o poder que possuíam, trouxeram-no de volta à vida e com ele firmaram um pacto:
Não tentariam novamente exterminar a humanidade, não até o dia em que um humano pudesse descobrir todas as doze palavras secretas/proibidas, as quais os deuses esconderam dos mortais no início do mundo.

A Prece

Havia pelo menos cem preces/canções Malkins em louvor a Aktom, porém, nenhuma era mais famosa que “AKTOMIN YUANEH”.
No começo, os eruditos estranharam a linguagem usada nesta prece, quando comparada ao Malkin clássico, até que se descobriu tratar-se de um dialeto.
Observe-se que há momentos nesta canção em que Aktom é referido apenas como “Tom”. Na religião Malkin, seria uma blasfêmia encurtar o nome de uma divindade, porém, essa prática era admissível quanto a Aktom por acreditar-se que seu grande amor pela humanidade o deixava tolerante aos humanos.
Na prece, Aktom é chamado de “TOM NAYESHA”, sobre o que há um curioso detalhe: na lenda de Aktom, conta-se que, após ter sido revivido pelos outros deuses, estes o chamaram pejorativa e jocosamente de “Aktom Aye”, ou seja, “Aktom dos Humanos”. Os Malkins, no entanto, incluíram o prefixo “N” e o sufixo “SHA”, que modificavam o significado para “Aktom de Nós Humanos” e acrescentavam um tom de agradecimento e proximidade e afastava o aspecto de zombaria da expressão original.
De mesmo modo, os outros deuses se referiram a ele como “ZAHMI” (piedoso), uma crítica a sua postura para com os humanos. Os Malkins, por sua vez, repetiam essa expressão na prece para elogiar Aktom, até mesmo acrescentando o verso “TOM MEKTU ZAHMI”, em que é usado a adjetivo “MEKTU” (acima de todos, o mais) para reforçar essa idéia de elogio.

janeiro 6, 2015 at 4:58 am 1 comentário

Eu Vejo…


Oi, pessoal,
Este texto deveria ser uma música. Acabou ficando como poesia mesmo.
Não gosto de usar rimas, mas fiz exceção desta vez.
Boa leitura.
Beijos
Rita

EU VEJO

EU VEJO A LUZ EM TEUS OLHOS AMOROSOS
QUANDO DESEJOSOS ESTÃO SOBRE MIM

EU VEJO UM FOGO
QUE NÃO SE ACALMA EM TUA ALMA
QUANDO COM FORÇAS ME ABRAÇAS ASSIM

EU VEJO DESAPARECER TEU SORRIR
COM A FERIDA EM TEU CORAÇÃO
QUE SANGRA E SUPLICA COM TEUS NÃOS
SEMPRE QUE TENHO DE PARTIR

MEU NOME É PALAVRA DE DESEJO
EM TUA ANSIOSA BOCA
E EM TUA MENTE LOUCA
MINHA AUSÊNCIA É TEU PESAR
SÓ EM MIM PENSAS
MEU CORPO É TEU LUGAR
DE REPOUSO E RECOMPENSA

E APENAS NELE ÉS FELIZ
SOMENTE NELE ÉS FELIZ

AO ME BEIJARES, EM TUA INSENSATEZ
TU SEMPRE REZAS POR TUDO QUE TU PREZAS
PARA QUE NÃO SEJA A ÚLTIMA VEZ

OH, COMO LAMENTO POR TI
OH, COMO TEMO POR TI
OH, COMO TENHO PENA DE TI

O QUE VAI TE ACONTECER
QUANDO EU TIVER DE DIZER
QUE NUM BREVE PORVIR
A VIDA VAI TE ROUBAR O SORRIR
OH, NÃO ME LEVE A MAL
POIS ANTES DO NATAL
PRA NUNCA MAIS RETONAR
VOU PARTIR

PARA NUNCA MAIS RETORNAR
VOU PARTIR

dezembro 8, 2014 at 2:56 am Deixe um comentário

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